Marcus Rocha · Psicólogo · CRP 01/​19322

Conhecer a si mesmo exige coragem. E gentileza.

Conhecer o atendimento individual Conhecer o CircoLar
Marcus Rocha sorrindo, olhando para a câmera, em um jardim

A gente gosta de acreditar que se conhece.

Mas, às vezes, queremos uma coisa e fazemos outra. Repetimos comportamentos que já nos trouxeram sofrimento. Inventamos justificativas convincentes pra não olhar para aquilo que nos incomoda.

E nem sempre gostamos do que descobrimos quando começamos a olhar.

Podemos olhar para nós mesmos com honestidade, sem transformar esse encontro em mais uma guerra.

Sou Marcus Rocha, psicólogo clínico. Há cerca de 26 anos acompanho pessoas em processos de psicoterapia e autoconhecimento. Minha trajetória reúne a experiência clínica, a meditação e diferentes caminhos de investigação do mundo interior.

Marcus conversando, com as mãos abertas e sorrindo

O que fazemos com aquilo que descobrimos sobre nós mesmos?

Já se pegou discutindo mentalmente com alguém que nem estava ali?

Repassando uma conversa que aconteceu dias atrás, imaginando o que deveria ter dito, criando uma versão em que finalmente consegue colocar tudo no seu devido lugar?

Nossa mente é capaz de produzir novelas extraordinárias. E nós, muitas vezes, somos os protagonistas, os roteiristas e a plateia.

Conhecer a si mesmo é também começar a perceber esse mundo de pensamentos, emoções, crenças e personagens que carregamos dentro de nós.

Esse olhar exige honestidade. Mas também gentileza.

A proposta não é nos tornarmos pessoas perfeitas. É nos conhecermos melhor, acolhermos nossa humanidade e ampliarmos nossas possibilidades de viver.

Como podemos trabalhar juntos

Psicoterapia individual

Como psicólogo

Cada pessoa chega com sua própria história. Com dificuldades, desejos, contradições e questões que nem sempre consegue compreender ou colocar em palavras.

Procuro construir uma relação de confiança em que seja possível falar com liberdade, inclusive sobre aquilo que temos vergonha de admitir.

A psicoterapia é um processo aberto, sem um número de sessões previamente determinado.

Conhecer o atendimento

CircoLar

Uma aventura pelo mundo interior

O CircoLar é um processo terapêutico individual que desenvolvi, organizado em 16 sessões online, ao longo de aproximadamente quatro meses.

No CircoLar, temos um roteiro definido, embora cada pessoa faça sua própria investigação.

O objetivo não é consertar uma pessoa supostamente defeituosa. É ampliar o conhecimento sobre si mesma e investigar possibilidades de viver de maneira mais consciente e livre.

Conhecer o CircoLar

Grupo de Estudos e Práticas de Aceitação Radical

Como facilitador de grupo

A gente sente medo e depois fica com raiva de sentir medo. Sente vergonha e ainda se condena por ter vergonha.

Às vezes, parece que não basta sofrer: precisamos brigar conosco por estarmos sofrendo.

Inspirado no livro de Tara Brach, o grupo reúne estudo, reflexão, meditação e práticas de atenção plena ao longo de doze encontros online.

O grupo é uma atividade de estudo e prática de autoconhecimento, não uma psicoterapia de grupo.

Conhecer o Grupo de Aceitação Radical
Marcus sorrindo ao entardecer, entre folhagens

Um pouco da minha história

A música e a busca pelo autoconhecimento começaram cedo na minha vida e seguiram caminhos paralelos durante muitos anos.

Enquanto trabalhava profissionalmente como músico, também me dedicava à meditação, ao estudo das emoções e a diferentes caminhos de investigação do mundo interior.

Mais tarde, esse interesse passou a fazer parte também da minha vida profissional, quando escolhi estudar Psicologia.

Essa busca me levou muitas vezes à Índia, onde aprofundei meu contato com tradições contemplativas, e à experiência de conduzir grupos de autoconhecimento no Brasil e em outros países.

Conhecer minha trajetória

Para me conhecer melhor

Antes de começar um trabalho psicológico, é natural querer conhecer um pouco mais sobre a pessoa com quem você poderá compartilhar questões tão íntimas.

Como ela pensa? Como compreende o sofrimento humano? Qual é sua maneira de trabalhar?

Nos meus vídeos e textos, converso sobre autoconhecimento, meditação, relacionamentos, emoções e os muitos enredos que nossa mente é capaz de criar.

Talvez alguma dessas reflexões faça sentido para você.

Se quiser conversar

Se você está pensando em iniciar um acompanhamento psicológico e gostaria de saber mais sobre meu trabalho, pode entrar em contato comigo.

Podemos conversar sobre o que você procura, esclarecer suas dúvidas e avaliar se faz sentido começarmos um trabalho juntos.

Marcus Rocha
Marcus Xavier de Souza Rocha · Psicólogo · CRP 01/​19322
Atendimento psicológico individual online

Marcus Rocha

Psicólogo, praticante de meditação e facilitador de grupos de autoconhecimento.

Marcus Rocha em um jardim, olhando para a câmera com expressão serena

Uma trajetória de investigação

A música e a busca pelo autoconhecimento estiveram presentes na minha vida desde muito cedo, mas seguiram caminhos paralelos durante muitos anos.

Cresci numa família em que as pessoas tocavam e cantavam. A música fazia parte do cotidiano e entrou na minha vida de maneira muito natural. Por volta dos 15 anos, eu já compunha e me apresentava publicamente.

Ao mesmo tempo, desde a adolescência, tinha um interesse muito grande pelo mundo interior. Era um menino sensível, cheio de perguntas, procurando compreender a mim mesmo e encontrar caminhos para lidar com minhas próprias dificuldades.

Ainda adolescente, comecei a me aproximar de diferentes escolas de pensamento espiritual, da meditação e da psicologia. Aos vinte anos, já participava de grupos intensivos de terapia e autoconhecimento e me dedicava bastante à meditação.

Mas, naquela época, eu não pensava em me tornar psicólogo. Meu caminho profissional era a música. Eu vivia dela, inclusive como professor de canto, enquanto continuava envolvido com meu próprio processo de autoconhecimento.

Foi por volta dos 33 anos, quando comecei a questionar minha vida profissional e a possibilidade de continuar vivendo da música, que a Psicologia apareceu como um caminho.

Foi uma escolha bastante natural. Afinal, eu já dedicava uma parte importante da minha vida a esse universo, embora até então o tivesse vivido como uma busca pessoal, e não como profissão.

Foi assim que comecei minha trajetória como psicólogo clínico, levando para o trabalho com outras pessoas uma investigação de mim mesmo que havia começado muitos anos antes.

Os caminhos que percorri

Sou graduado em Psicologia e atuo na clínica há cerca de 26 anos.

Ao longo desse tempo, participei de inúmeras imersões em bioenergética e respiração holotrópica, fiz meu próprio percurso de análise e aprofundei meus estudos sobre a personalidade, os mecanismos de defesa e as possibilidades de transformação humana.

A meditação continuou ocupando um lugar importante na minha vida.

Viajei 14 vezes à Índia, onde aprofundei meu contato com o autoconhecimento, a espiritualidade e diferentes tradições contemplativas.

Marcus sorrindo, com a cabeça raspada e uma jaqueta azul, diante de um rio nas montanhas da Índia
Índia, 2018

Entre os autores e professores que marcaram minha trajetória estão Eva Pierrakos, Pema Chödrön, Ramana Maharshi e Eckhart Tolle. Mais recentemente, o trabalho de Tara Brach também passou a ocupar um lugar importante nos meus estudos e na minha prática.

Entre 2008 e 2018, facilitei dezenas de grupos de autoconhecimento no Brasil, na Índia, na Áustria, nos Estados Unidos e na Argentina.

Foram experiências muito diferentes, que me permitiram conhecer pessoas de diversas culturas e acompanhar algo que continua me impressionando: por trás de tantas histórias particulares, encontramos questões humanas profundamente semelhantes.

O medo de não ser amado. A vergonha de não corresponder à imagem que gostaríamos de ter de nós mesmos. A busca por segurança, pertencimento e felicidade.

E também nossa capacidade de amadurecer, de desenvolver consciência e de descobrir maneiras diferentes de nos relacionarmos com a vida.

O que aprendi nesse percurso

Ao longo dos anos, fui percebendo que nem sempre nos conhecemos tão bem quanto gostamos de acreditar.

Nossa mente é uma extraordinária criadora de histórias. Construímos explicações sobre quem somos, sobre aquilo que os outros nos fizeram e sobre as razões pelas quais nossa vida está do jeito que está.

Algumas dessas histórias podem ser verdadeiras. Outras são versões bastante convenientes, que nos ajudam a manter escondidos aspectos de nós mesmos que preferimos não reconhecer.

Não é fácil admitir uma inveja, uma covardia, um sentimento de inferioridade. Tampouco é agradável perceber que podemos estar contribuindo, com nossas próprias atitudes, para manter situações das quais tanto reclamamos.

Mas como transformar aquilo que nem sequer conseguimos admitir que existe?

Por isso, a honestidade consigo mesmo ocupa um lugar tão importante na minha maneira de compreender o autoconhecimento.

Só que existe uma armadilha nesse caminho: podemos transformar cada descoberta sobre nossas dificuldades em mais uma razão para nos julgarmos e nos condenarmos.

E aí o autoconhecimento, que poderia nos ajudar a compreender melhor nossa humanidade, acaba se tornando mais uma guerra contra nós mesmos.

Aprendi a dar cada vez mais importância à possibilidade de fazer esse percurso de outra maneira.

Olhar com coragem para aquilo que encontramos dentro de nós, e acolher o que encontramos com gentileza.

Reconhecer nossos comportamentos e nossa participação nas situações que vivemos, sem transformar responsabilidade em culpa.

E compreender que muitas das partes de nós que hoje nos incomodam nasceram, em algum momento da nossa história, como tentativas de nos proteger de experiências difíceis.

Podemos aprender a olhar para essas partes com o mesmo acolhimento que ofereceríamos a uma criança assustada, em vez de condená-la por sentir medo.

Essa combinação de honestidade, investigação e acolhimento está muito presente na maneira como trabalho.

Marcus conversando, com as mãos abertas e sorrindo

Minha maneira de trabalhar

No consultório, procuro construir uma relação de confiança em que a pessoa se sinta à vontade pra falar sobre sua vida com liberdade.

Inclusive sobre aquilo que talvez nunca tenha conseguido contar a ninguém.

Não acredito que precisemos apresentar uma versão melhorada de nós mesmos justamente no lugar onde estamos procurando nos conhecer.

Gosto de investigar junto com a pessoa o que está acontecendo em sua vida e, especialmente, o que acontece dentro dela enquanto vive suas experiências.

Seus sentimentos, suas contradições, os pensamentos que se repetem, as histórias que conta sobre si mesma, as atitudes que toma e aquelas que gostaria de tomar, mas não consegue.

Às vezes, o mais importante não é encontrar rapidamente uma explicação, mas conseguir permanecer um pouco mais diante de algo que costumamos evitar.

Outras vezes, é perceber que estamos repetindo um comportamento conhecido e investigar a possibilidade de experimentar uma resposta diferente.

O trabalho não segue uma receita única. Cada pessoa tem sua história, seus recursos e seu próprio ritmo.

Minha função não é oferecer respostas prontas sobre como alguém deve viver, mas ajudar a criar condições para uma investigação verdadeira e profunda.

Também valorizo a dimensão prática do autoconhecimento. Aquilo que descobrimos sobre nós mesmos precisa, de alguma maneira, encontrar lugar na vida que estamos vivendo.

É nas relações, nas escolhas e nas situações cotidianas que temos a oportunidade de observar nossos condicionamentos e experimentar outras possibilidades.

Um caminho que continua

Em 2024, desenvolvi o CircoLar, um processo terapêutico individual e estruturado de autoconhecimento, que reúne muito do que aprendi ao longo da minha trajetória.

Nele, o trabalho percorre diferentes camadas da experiência humana, desde aquilo que acontece na vida externa até os comportamentos, pensamentos, emoções, memórias e crenças que participam da construção da nossa maneira de viver.

Mas minha atividade não se limita ao CircoLar.

Continuo atendendo pessoas em psicoterapia individual e facilitando grupos de estudo e práticas de autoconhecimento.

E continuo, principalmente, interessado em investigar a mim mesmo.

Atendimento psicológico individual

O que será que está acontecendo comigo?

Já percebeu como algumas situações parecem se repetir na nossa vida?

Mudam as pessoas, mudam os cenários, mas lá estamos nós, vivendo um conflito muito parecido com aquele que juramos que nunca mais iríamos viver.

Às vezes, é uma dificuldade nos relacionamentos. Outras vezes, um medo que nos impede de fazer aquilo que desejamos ou um comportamento que continuamos repetindo, apesar dos esforços pra mudar.

E tem também aquelas situações em que nem sabemos muito bem o que está errado. A vida está andando, aparentemente tudo no lugar, mas alguma coisa dentro de nós não está bem.

Nem tudo o que acontece na nossa vida depende de nós. Mas existe um mundo interior que participa da maneira como vivemos, sentimos e reagimos ao que nos acontece.

E quanto desse mundo nós realmente conhecemos?

Talvez seja por aí que uma boa investigação possa começar.

Marcus sorrindo ao entardecer, entre folhagens

Um encontro com a gente mesmo

Costumamos ter explicações bastante convincentes para aquilo que acontece na nossa vida. Sabemos por que nosso relacionamento não funciona, por que nos sentimos frustrados ou por que aquela pessoa nos tira do sério.

Mas será que estamos enxergando a história inteira?

Às vezes, descobrir que sentimos inveja de alguém, que temos medo de não ser amados ou que estamos contribuindo para um problema do qual tanto reclamamos não é nada agradável.

Nossa mente tem um talento curioso: encontra ótimas justificativas pra tudo que fazemos. E pode ser implacável quando resolve nos acusar.

Conhecer a si mesmo exige uma certa coragem. Mas uma coisa que fui aprendendo ao longo dos anos é que não precisamos nos maltratar para sermos honestos conosco.

Podemos reconhecer um comportamento egoísta sem concluir que somos pessoas horríveis. Quando conseguimos olhar para essas partes com mais acolhimento, criamos condições pra conhecê-las melhor.

No meu trabalho como psicólogo, procuro oferecer um espaço de confiança onde essa investigação possa acontecer. Um lugar onde você não precise defender uma imagem de si mesmo, acertar nas respostas ou esconder as partes menos bonitas da sua humanidade.

Vamos olhar juntos para o que está acontecendo: as dificuldades que você traz, os sentimentos envolvidos, suas contradições e as histórias que talvez esteja contando a si mesmo há muito tempo.

Sem respostas prontas. Sem a obrigação de descobrir tudo de uma vez.

E sem perder de vista a vida concreta: como tudo isso participa das suas escolhas, dos seus relacionamentos e da maneira como você vive.

Como podemos trabalhar juntos

Ofereço duas possibilidades de atendimento psicológico individual.

Psicoterapia individual

A psicoterapia é um processo aberto, sem um número de sessões previamente determinado.

O caminho vai sendo construído a partir da sua história, das questões que você traz e daquilo que vamos descobrindo durante o trabalho.

Às vezes, começamos investigando um conflito no casamento e acabamos encontrando medos e crenças muito antigos. Outras vezes, uma dificuldade que parecia enorme vai ganhando outros contornos à medida que conseguimos compreendê-la melhor.

Marcus conversando, com as mãos abertas e sorrindo

Não existe um roteiro que sirva para todo mundo.

Também não acredito que o papel do psicólogo seja dizer como você deve viver. Afinal, é a sua vida.

Meu trabalho é acompanhar você nessa investigação, trazendo perguntas, observações e recursos que possam ajudá-lo a enxergar aspectos da sua experiência que ainda não estão muito claros.

E, quando isso fizer sentido, investigar outras maneiras de lidar com as situações que a vida vai apresentando.

A psicoterapia respeita o ritmo de cada pessoa. Não há uma transformação específica que precise acontecer, nem um prazo em que ela deva acontecer.

CircoLar — uma aventura pelo mundo interior

Já imaginou fazer uma viagem de investigação por lugares que você visita todos os dias, mas que talvez ainda conheça muito pouco?

Estou falando do seu próprio mundo interior.

O CircoLar é um processo terapêutico individual que desenvolvi em 2024, estruturado em 16 sessões.

Nessa jornada, começamos olhando para a sua vida como ela se apresenta hoje. É como tirar fotografias dos diferentes cenários que fazem parte dela: relacionamentos, trabalho, família, dificuldades, realizações e insatisfações.

Depois, vamos aproximando a lente.

Investigamos seus comportamentos — aquilo que você faz, deixa de fazer e continua repetindo mesmo quando os resultados não são os que gostaria.

Avançamos então para o universo dos pensamentos e das emoções. E aqui o circo começa a mostrar seus personagens: medos, desejos, mágoas, crenças, julgamentos, aquela voz que não para de criticar, outra que vive encontrando desculpas…

Tem espetáculo de todo tipo!

A investigação se aprofunda até chegarmos às experiências da infância e às crenças que fomos construindo sobre nós mesmos e sobre a vida.

Ao longo desse percurso, trabalhamos com três atitudes fundamentais: honestidade consigo mesmo, não resistência e gentileza amorosa.

  • Honestidade pra reconhecer o que está acontecendo.
  • Não resistência pra deixar de fugir daquilo que sentimos e precisamos conhecer.
  • E gentileza amorosa pra acolher as partes de nós que vão se revelando, como acolheríamos uma criança que está passando por um momento difícil.

O objetivo não é consertar uma pessoa supostamente defeituosa. É ampliar o conhecimento sobre si mesma e investigar possibilidades de viver de maneira mais consciente e livre.

Por onde começar?

Você não precisa decidir sozinho entre psicoterapia e CircoLar.

Se alguma coisa do que leu aqui despertou seu interesse, podemos conversar.

Quero conhecer um pouco do que você está buscando, ouvir suas perguntas e explicar melhor como trabalho.

A partir daí, podemos avaliar juntos se faz sentido iniciarmos um acompanhamento e qual das duas possibilidades parece mais adequada.

Os atendimentos são realizados online, por videochamada.

Marcus Rocha
Marcus Xavier de Souza Rocha · Psicólogo · CRP 01/​19322
Atendimento psicológico individual online

Aceitação Radical

Grupo de Estudos e Práticas de Aceitação Radical

A gente sente medo. E depois briga com o medo.

Já percebeu isso?

Você está com medo de alguma coisa. E, além de lidar com o próprio medo, começa a se criticar por estar sentindo aquilo.

“Que bobagem! Não tenho motivo pra ficar assim.”

“Eu já devia ter superado isso.”

“Por que sou tão inseguro?”

E pronto. Agora você tem dois problemas: o medo e a briga que começou dentro de você por estar sentindo medo.

Fazemos isso também com a raiva, a vergonha, o ciúme, a tristeza. E até com a nossa dificuldade de aceitar essas emoções!

É uma luta que acontece dentro da gente, e muitas vezes nem percebemos.

E o mais curioso é que entramos nessa briga justamente porque queremos ficar bem.

Mas será que essa estratégia está funcionando?

E se o que não está funcionando é a maneira como tentamos nos consertar?

A gente passa boa parte da vida tentando se tornar alguém melhor.

Queremos ser mais seguros, menos ansiosos, mais amorosos, menos egoístas. Queremos nos livrar das nossas dificuldades e chegar, finalmente, a uma versão de nós mesmos com a qual possamos ficar satisfeitos.

Até aí, tudo bem. O desejo de amadurecer e transformar aspectos da nossa vida é muito natural.

O problema é que, muitas vezes, tentamos fazer isso lutando contra nós mesmos.

Rejeitamos nossos medos, escondemos nossas vergonhas, condenamos nossos sentimentos menos nobres.

E vamos construindo uma relação bastante difícil com a pessoa com quem teremos de conviver até o último dia da nossa vida: nós mesmos.

No livro Aceitação Radical, a psicóloga e professora de meditação Tara Brach investiga uma crença que pode estar por trás de muito desse sofrimento:

“Tem alguma coisa errada comigo.”

Quando estamos tomados por essa crença, não sentimos apenas que temos dificuldades. Passamos a acreditar que existe algo de fundamentalmente inadequado em nós.

E então começamos a trabalhar duro pra esconder, compensar ou eliminar aquilo que imaginamos ser o nosso defeito.

Mas existe outra possibilidade.

Podemos aprender a reconhecer nossas dificuldades sem transformar isso numa condenação de quem somos.

Podemos olhar para os nossos medos, vergonhas e limitações com honestidade e, ao mesmo tempo, com acolhimento.

Parece simples?

Pois é. Na teoria, até pode parecer. Mas, quando a nossa vergonha ou nosso medo aparecem de verdade, a história costuma ser outra.

É por isso que a Aceitação Radical não é apenas uma ideia interessante. É uma prática.

Marcus Rocha apresenta o grupo (2 min 25 s). Legendas em português incluídas no vídeo.
Transcrição revisada para leitura

Texto revisado para facilitar a leitura. As legendas do vídeo acompanham a fala como foi gravada.

Quando eu li Aceitação Radical, da Tara Brach, uma coisa me tocou muito. Eu percebi o quanto a gente passa grande parte da vida lutando contra o que está acontecendo, tanto dentro quanto fora da gente.

A gente sente medo, vergonha, raiva, mas não quer sentir isso, porque é desagradável mesmo. A gente sente tristeza, insegurança, ciúme, e além de já estar sentindo tudo isso, começa uma luta interna contra esses sentimentos, que aumenta muito o estresse e o desconforto emocional.

E foi principalmente a dimensão prática desse livro que mexeu comigo. Porque aceitação radical não significa se conformar, gostar de tudo ou ficar passivo diante da vida. É começar a aprender a estar presente também diante daquilo que é difícil em nós.

E foi daí que nasceu a vontade de criar esse grupo. Não simplesmente pra gente ler e conversar sobre o livro. Durante os 12 encontros, eu vou trazendo e aprofundando os temas que aparecem ali no livro, mas a gente também investiga, medita, experimenta as práticas, e procura perceber como tudo isso aparece concretamente na nossa vida cotidiana.

E tem uma coisa que, depois da primeira edição, ficou muito mais clara pra mim: fazer esse percurso em grupo faz muita diferença. Porque quando alguém compartilha alguma coisa, muitas vezes a gente se reconhece ali, e vai se criando um espaço em que a gente percebe que muitas das coisas que a gente vive internamente não são só nossas.

Eu não quero te dizer que, fazendo esse grupo, você vai deixar de sentir medo, ansiedade, raiva ou qualquer outra coisa, até porque essa não é a proposta. A proposta é investigar se existe uma outra maneira da gente se relacionar com tudo isso, com nosso medo, nossas vergonhas, nossa raiva. Um jeito de se relacionar com mais presença, com mais consciência, mais compaixão por nós mesmos.

É esse percurso que eu quero fazer com vocês nesses 12 encontros.

Um grupo pra estudar, praticar e investigar juntos

Meu encontro com o livro Aceitação Radical aconteceu dentro da minha própria busca de autoconhecimento.

Quando comecei a estudar mais profundamente seus ensinamentos e a aplicar as práticas na minha vida, fui descobrindo o quanto esse trabalho tinha a me oferecer.

E nasceu a vontade de compartilhar essa experiência.

Foi assim que criei o Grupo de Estudos e Práticas de Aceitação Radical.

O grupo acontece ao longo de 12 encontros online, tendo o livro de Tara Brach como fio condutor.

Mas não é um clube de leitura.

A cada encontro, estudamos um tema, conversamos sobre suas implicações na vida cotidiana e realizamos práticas de meditação, atenção plena e investigação de nós mesmos.

Às vezes, proponho uma reflexão pra que cada pessoa observe algum aspecto da própria vida. Outras vezes, conduzo uma prática meditativa pra investigarmos diretamente aquilo que está acontecendo dentro de nós.

Marcus conversando, com as mãos abertas e sorrindo

Vamos aprendendo recursos como a pausa, a nomeação das emoções, a investigação e diferentes práticas de compaixão.

E, entre os encontros, existe o convite para levar essas práticas pra vida.

Porque uma coisa é compreender intelectualmente que podemos acolher a raiva. Outra é lembrar disso quando alguém acaba de nos tirar do sério!

É nesse encontro entre o conhecimento e a experiência que o trabalho ganha vida.

Atenção plena e compaixão: duas asas pra aprender a voar

Tara Brach apresenta a Aceitação Radical apoiada em duas qualidades fundamentais: atenção plena e compaixão.

A atenção plena é a capacidade de perceber com clareza o que está acontecendo na nossa experiência.

Reconhecer os pensamentos, as emoções, as sensações no corpo. Perceber quando estamos envolvidos nas histórias que a mente conta, em vez de simplesmente acreditar em tudo o que ela diz.

Já a compaixão traz outra qualidade a esse encontro: a disposição de acolher aquilo que encontramos.

Imagine uma criança assustada. Você pode ajudá-la a reconhecer seu medo, mas dificilmente vai ajudá-la se começar a criticá-la por estar com medo.

Com nossas próprias dificuldades não é tão diferente.

A proposta é desenvolver uma presença que reconheça com honestidade aquilo que estamos vivendo e que, ao mesmo tempo, seja gentil com a nossa humanidade.

Atenção plena pra enxergar. Compaixão pra acolher.

São as duas asas dessa investigação.

Mas aceitar não é se conformar?

Não.

Aceitar o medo não significa permitir que ele decida todas as nossas escolhas.

Acolher a raiva não significa sair por aí agredindo as pessoas.

E reconhecer a dor que sentimos numa relação não significa aceitar que alguém continue nos machucando.

A Aceitação Radical diz respeito, antes de tudo, à maneira como nos relacionamos com aquilo que acontece dentro de nós.

Podemos deixar de lutar contra uma emoção e, justamente por isso, encontrar mais clareza pra lidar com uma situação.

Não precisamos escolher entre nos acolher e nos transformar.

Uma jornada que vai além de nós mesmos

Ao longo dos encontros, investigamos os condicionamentos que nos levam a julgar, rejeitar e tentar controlar aquilo que sentimos.

Trabalhamos com práticas pra reconhecer melhor nossa experiência e desenvolver outra maneira de nos relacionarmos com ela.

Também aprofundamos a investigação sobre o medo, o desejo, as compulsões, a autocrítica e a vergonha.

Marcus sorrindo ao entardecer, entre folhagens

Mas existe uma dimensão muito bonita nesse percurso.

À medida que aprendemos a reconhecer e acolher nossas próprias dificuldades, também podemos começar a enxergar as dificuldades dos outros de outra maneira.

Afinal, aquela pessoa que nos irrita tanto também sente medo. Também quer ser amada. Também tem seus mecanismos de defesa e suas histórias que se repetem.

Isso não significa concordar com seus comportamentos ou deixar de estabelecer limites.

Significa reconhecer que estamos todos lidando, cada um à sua maneira, com as dificuldades de ser humano.

O autoconhecimento não termina quando saímos de uma meditação.

Ele continua na conversa com um filho, numa discussão com a pessoa que amamos, na maneira como escutamos um amigo ou tratamos alguém com quem discordamos.

E por que fazer essa jornada em grupo?

Porque existe algo que acontece quando nos investigamos na companhia de outras pessoas.

Alguém compartilha uma dificuldade e você reconhece nela alguma coisa sua.

Outra pessoa conta como conseguiu aplicar uma prática numa situação da vida, e aquilo abre uma possibilidade que você ainda não havia considerado.

Às vezes, descobrimos que uma vergonha que carregamos em segredo é muito mais comum do que imaginávamos.

E também aprendemos a escutar.

Escutar verdadeiramente, sem imediatamente querer aconselhar, interpretar ou resolver a vida do outro.

Os encontros têm espaço para partilhas, mas ninguém é obrigado a expor questões pessoais. Cada participante escolhe o que deseja compartilhar.

O grupo é um convite pra estudar e praticar juntos, respeitando o caminho e o ritmo de cada pessoa.

Pra quem esse grupo pode fazer sentido?

  • Pra quem tem interesse em se conhecer mais profundamente e investigar a maneira como se relaciona com os próprios pensamentos, emoções e dificuldades.
  • Pra quem percebe que vive se criticando, tentando controlar o que sente ou se cobrando pra ser diferente do que é.
  • E também pra quem deseja aprofundar a meditação, a presença e a compaixão na vida cotidiana.

Você não precisa saber meditar nem ter estudado budismo.

Também não precisa já ter lido o livro. Podemos fazer esse percurso de leitura e prática ao longo dos encontros.

O importante é ter interesse em observar o que acontece dentro de você — seus sentimentos, pensamentos e sensações — com curiosidade e abertura.

O grupo é uma atividade de estudo e práticas de autoconhecimento, não uma psicoterapia de grupo. Ele não substitui cuidados psicológicos ou psiquiátricos quando necessários.

Quer conhecer a próxima turma?

Se esse trabalho despertou seu interesse, você pode entrar na lista de interesse do Grupo de Estudos e Práticas de Aceitação Radical.

Quando uma nova turma estiver sendo organizada, você poderá receber informações sobre os encontros e sobre como participar.

Grupo conduzido por Marcus Rocha, psicólogo e facilitador de grupos de autoconhecimento. Baseado no livro Aceitação Radical, de Tara Brach.

Conteúdos

Uma conversa que continua

Tem coisas que a gente entende perfeitamente, mas continua fazendo exatamente do mesmo jeito.

Sabemos que aquele medo está nos limitando, que estamos repetindo um comportamento, que nossa cabeça vive inventando histórias sobre o que os outros pensam de nós.

E, mesmo sabendo de tudo isso, continuamos lá, repetindo nossos velhos enredos.

É curioso, não é?

Ao longo dos anos, fui descobrindo que conhecer a si mesmo é uma investigação que não termina quando compreendemos alguma coisa. Muitas vezes, é justamente aí que ela começa a ficar interessante.

Gosto de investigar esses movimentos que acontecem dentro da gente: nossas crenças, os mecanismos de defesa, a maneira como lidamos com as emoções, as dificuldades de estar presentes e as possibilidades de nos relacionarmos conosco com mais consciência e gentileza.

É sobre isso que converso nos vídeos e textos que compartilho aqui.

Não são receitas sobre como devemos viver, nem respostas prontas para as nossas dificuldades.

São reflexões, perguntas e experiências que podem nos ajudar a olhar com um pouco mais de atenção para aquilo que acontece dentro de nós.

Vídeos e reflexões

Às vezes, um exemplo do cotidiano ajuda a reconhecer alguma coisa que estava bem diante dos nossos olhos, mas que ainda não tínhamos percebido.

Em outras ocasiões, uma pergunta aparentemente simples nos acompanha durante dias.

Aqui você encontra uma seleção dos meus vídeos sobre autoconhecimento, meditação, emoções, relacionamentos e a maneira como nossa mente funciona.

Quando até a busca espiritual vira egocentrismo

Reflexão de Marcus, em trecho de um encontro do Grupo de Aceitação Radical. 49 s.

Ler a transcrição

O egoísmo e o egocentrismo estão tão entranhados dentro da gente que eles se apropriam até da nossa busca espiritual. Percebe? A gente está tão fixado no nosso próprio transe individual, no meu sucesso, no meu fracasso, na minha dor, no meu prazer, no meu propósito, na minha espiritualidade. A gente esquece que a pessoa que está do nosso lado também está vivendo os mesmos dramas, na mesma intensidade. Ela também sente medo, ela também carrega traumas, ela tem sonhos de ser feliz. Ela também está querendo ser amada, se sentir cuidada, sentir que alguém se importa com ela.

O medo que a gente tenta vencer

Reflexão de Marcus, em trecho de um encontro do Grupo de Aceitação Radical. 58 s.

Ler a transcrição

A nossa luta contra as nossas emoções e pensamentos ameaçadores, que a gente também pode chamar de nossos “eus”. O eu da raiva, o eu da vergonha, o eu do medo. A nossa resistência contra essas partes nossas só aumenta a força dela. E a aceitação radical está ensinando para a gente que o caminho não é lutar contra o medo, mas sim acolher o medo no nosso coração. Mas às vezes a gente precisa apanhar muito da vida para chegar no ponto de se render e parar de lutar. De entender que lutando nós não estamos conseguindo essa liberdade que a gente tanto busca. E é quando entra a aceitação radical. A gente acolhe esse nosso eu do medo no coração e ali ele pode ser transformado.

Textos

Os textos também são um convite à investigação.

Alguns textos nasceram de reflexões sobre a vida cotidiana. Outros se aprofundam em temas como a resistência aos próprios sentimentos, o autoengano, a vulnerabilidade e a possibilidade de desenvolver uma relação mais acolhedora consigo mesmo.

Compartilho essas reflexões com quem também sente interesse por essa aventura de conhecer a si mesmo.

Reflexão

Quando parece amor

Às vezes, aquilo que parece amor é também uma tentativa de preencher uma falta.

A busca por admiração, aprovação, por ser desejado, por ser necessário para alguém — tudo isso pode carregar uma necessidade muito humana: amar e ser amado.

O problema não está em ter essa necessidade. Está nas maneiras que encontramos para tentar satisfazê-la quando não conseguimos reconhecê-la diretamente.

Talvez parte do caminho seja começar a perceber essas estratégias em nós mesmos, sem julgamento.

Reflexão

A bolha mental

Pensar incessantemente é um jeito antigo que encontramos de nos desconectar da dor, quando nosso desejo de amar e ser amados é frustrado.

Se fechar dentro da nossa própria bolha mental pode dar uma sensação de proteção, mas nos isola, enquanto lá fora, outras pessoas em suas bolhas, no fundo desejam conexão, mas recorrem à mesma estratégia pra se defender contra a possibilidade de se machucar.

E assim caminha a humanidade…

Reflexão

A ferida exposta

Sabe aquela reação instintiva e automática de se encolher, gritar ou dar um tapa, quando a gente tem uma ferida exposta e alguém encosta nela?

Com os nossos machucados emocionais é a mesma coisa. Todos temos os nossos pontos nevrálgicos: inseguranças e mágoas.

Quando alguém toca ali, os nossos escudos e armas são acionados automaticamente. A gente se fecha, atua na nossa compulsão, reage com raiva, encontra mil explicações razoáveis. Mas a verdade é que está doendo e a gente quer se livrar da dor ou evitá-la de qualquer jeito.

Vamos continuar essa conversa?

Se você gosta desses assuntos, também compartilho reflexões e vídeos no Instagram.

Contato

Vamos conversar?

Se você está pensando em começar um trabalho comigo, ou ainda quer entender melhor como funciona, pode me escrever.

Talvez você já saiba o que está buscando. Talvez esteja vivendo alguma dificuldade e ainda não tenha muita clareza sobre o que precisa.

Não tem problema. A gente pode começar por aí.

Atendimento psicológico individual

Se você tem interesse em iniciar uma psicoterapia ou conhecer melhor o CircoLar, entre em contato comigo pelo WhatsApp.

Você pode me contar brevemente o que motivou sua procura, sem precisar entrar em detalhes sobre questões pessoais.

A partir desse primeiro contato, podemos conversar sobre como trabalho, esclarecer suas dúvidas e verificar a possibilidade de iniciarmos um acompanhamento.

Grupo de Aceitação Radical

Se seu interesse é participar do Grupo de Estudos e Práticas de Aceitação Radical, você pode conhecer melhor a proposta e deixar seu contato na lista de interesse para as próximas turmas.