Minha maneira de trabalhar
No consultório, procuro construir uma relação de confiança em que a pessoa se sinta à vontade pra falar sobre sua vida com liberdade.
Inclusive sobre aquilo que talvez nunca tenha conseguido contar a ninguém.
Não acredito que precisemos apresentar uma versão melhorada de nós mesmos justamente no lugar onde estamos procurando nos conhecer.
Gosto de investigar junto com a pessoa o que está acontecendo em sua vida e, especialmente, o que acontece dentro dela enquanto vive suas experiências.
Seus sentimentos, suas contradições, os pensamentos que se repetem, as histórias que conta sobre si mesma, as atitudes que toma e aquelas que gostaria de tomar, mas não consegue.
Às vezes, o mais importante não é encontrar rapidamente uma explicação, mas conseguir permanecer um pouco mais diante de algo que costumamos evitar.
Outras vezes, é perceber que estamos repetindo um comportamento conhecido e investigar a possibilidade de experimentar uma resposta diferente.
O trabalho não segue uma receita única. Cada pessoa tem sua história, seus recursos e seu próprio ritmo.
Minha função não é oferecer respostas prontas sobre como alguém deve viver, mas ajudar a criar condições para uma investigação verdadeira e profunda.
Também valorizo a dimensão prática do autoconhecimento. Aquilo que descobrimos sobre nós mesmos precisa, de alguma maneira, encontrar lugar na vida que estamos vivendo.
É nas relações, nas escolhas e nas situações cotidianas que temos a oportunidade de observar nossos condicionamentos e experimentar outras possibilidades.